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Arquivo para março, 2007

CLIMA SECO, OUTONO / INVERNO, POLUIÇÃO E DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Estamos vivendo modificações no clima do planeta, e os meteorologistas prevêem um outono mais seco e mais quente que o habitual este ano. O ar seco, por si só, já é um irritante para as vias aéreas, podendo agravar os sintomas de doenças respiratórias crônicas, como a asma. Além disso, a falta de chuvas e de vento, permite o acúmulo de poluentes atmosféricos em maior quantidade e por maior tempo em suspensão no ar, principalmente em grandes cidades como a nossa. Esses poluentes são gases e partículas  naturais ou resultantes da atividade humana, como p. ex. SO2, NO2, ozônio, monóxido de carbono (CO) e partículas provenientes da queima de combustíveis (diesel, gasolina, p. ex.). Estudos em diversas partes do planeta sugerem que a prevalência das alergias respiratórias (rinite e asma) são maiores em locais onde há maior quantidade destes poluentes, os quais funcionariam como irritantes da mucosa respiratória, permitindo maior penetração de alérgenos (substancias que causam a alergia) no organismo. Outros dados de estudos recentes, demonstraram também que as partículas de diesel funcionam como carreadoras de alergenos, aumentando o seu poder sensibilizante e alergizante.
Já estamos vivendo um período de calor e ausência de chuvas neste final de verão e início de outono, que já pode estar causando piora de sintomas respiratórios em pessoas com esses problemas. Entretanto, a situação geralmente se agrava quando as frentes frias que vem da região sul do país conseguem vencer a massa de ar quente e seco sobre a nossa região (sudeste), trazendo quedas bruscas da temperatura, e a necessidade de se passar maior tempo dentro de casa ou em ambientes fechados. Ar frio, que também é irritante para a mucosa respiratória e pode causar constrição (fechamento) dos brônquios nas pessoas com asma, associado ao maior tempo dentro de ambientes fechados, cheios de poeira, ácaros e outras substâncias alergênicas, e a maior ocorrência de resfriados e gripes, formam um cenário ideal para a piora dos sintomas de alergia respiratória e a ocorrência das crises de asma.
No inverno aqui no Rio é comum acontecer o fenômeno da inversão térmica. Após a entrada de um frente fria, e das chuvas e frio que a acompanham, geralmente sobrevêem dias de céu claro, sem nuvens ou chuva, mas ainda com tempo frio e nevoeiros de manhã. Nesse dias, o ar frio "aprisiona"os poluentes próximo ao solo, por que o ar mais quente, aquecido pelo sol, fica nas camadas mais altas, formando um bolsão que perpetua este fenömeno por mais tempo. Nesses dias, com ar frio e grande quantidade de poluentes sobre a cidade, os alérgicos costumam piorar ainda mais.
Para se preparar para essa época do ano, o melhor é manter os ambientes domiciliares limpos (veja medidas de controle ambiental), se agasalhar adequadamente nos períodos mais frios, e manter sua doença respiratória controlada antes do inverno chegar. Por isso, é importante ir ao seu médico antes que as coisas piorem e saiam do controle, para rever se sua rinite e/ou asma estão estáveis, e se não é preciso fazer algum ajuste no tratamento.
Para finalizar, creio que todos nós, independentemente da área de interesse e trabalho, devemos nos preocupar também com a saúde do nosso planeta. Efeito estufa, aquecimento global, escassez de água num futuro próximo, tudo isso tem a ver com a saúde da grande mãe natureza, que é única, e por isso, todos temos que nos preocupar com ela, no nosso dia-a-dia. No banho, na hora de fazer a barba ou escovar os dentes, na hora de apagar a luz, na hora de andar de carro. Cada um pode, e na minha opinião, deve ajudar o planeta desde já.
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