Informações gerais sobre alergias. Este site não tem o objetivo de prestar consultas pela internet. Para tirar dúvidas, procure também www.asbairj.org.br e www.blogdaalergia.com

    
     Esta matéria é especial para as futuras mamães que têm alergia e/ou asma.
 
     Como gosto do assunto, e minha esposa é médica ginecologista-obstetra, não é raro atender grávidas que tem ou já tiveram asma brônquica ("bronquite alérgica"), ou ouvir falar de mulheres que tem que lidar com diferentes opiniões de seus médicos, que muitas vezes resultam em mudanças ou até mesmo suspensão de tratamentos, devido a possibilidade de efeitos indesejáveis dos mesmos sobre a evolução da gestação e sobre o feto.
     Algumas informações importantes sobre isso:
– quando se analisa a evolução da asma durante a gestação, os estudos mostram que qualquer tipo de evolução é possível, com uma distribuição mais ou menos semelhante entre as 3 possibilidades, ou seja, 1/3 das mulheres tem piora da asma, 1/3 tem melhora e 1/3 não têm alteração da evolução da doença durante a gravidez. Portanto, quando se trata da 1a gestação de uma mulher com asma, qualquer um dos 3 caminhos de evolução da doença pode acontecer;
– quando se trata de uma gestação posterior (a 2a ou 3a, e assim por diante), a evolução da asma tende a ser semelhante aquela que ocorreu na 1a gravidez. Em outras palavras, quem melhorou tenderá a melhorar novamente, quem pirou tenderá a piorar, e quem não teve alteração na doença durante a 1a gestação, provavelmente, não terá alteração de sua evolução na gravidez posterior. Note-se que sublinhei a palavra provavelmente, pois a medicina baseia-se muito em probabilidades, no que é mais comum ou frequente;
– muitas gestantes asmáticas deixam de usar determinados medicamentos importantes para o controle da sua doença, os chamados medicamentos preventivos de crises ou anti-inflamatórios das vias aéreas, por terem medo de seus efeitos sobre o feto, ou mesmo, por receberem orientação inadequada de outras pessoas e até de médicos. Está demonstrado que a asma mal controlada, com exacerbações (crises) frequentes, ela sim, aumenta o risco de desfechos negativos sobre a gravidez e o feto, como prematuridade e baixo peso ao nascer. Por isso, antes de parar o uso de uma medicação de controle da asma por causa da gestação, ouça a opinião de seu médico obstetra e, se houver alguma dúvida, procure um especialista em asma;
– por último é importante lembrar que não é raro também acontecer de mulheres com alergia/asma, quando engravidam, pararem o uso da imunoterapia (vacinas para controle das alergias). A imunoterapia, quando já usada e em fase de manutenção, não é contra-indicada na gravidez, pois o risco de efeitos adversos é mínimo. O que é contra-indicado é iniciar o uso da imunoterapia já estando grávida, pois a fase inicial deste tratamento, chamada de fase de indução na qual há o aumento progressivo das doses da vacina, é que está sujeita a ocorrência de efeitos colaterais que devem ser evitados durante a gravidez.
     Muitas vezes, a suspensão de medicamentos seguros e/ou da imunoterapia é que podem acabar resultando em descontrole da doença e aumento do risco de complicações para a gravidez e o concepto. Por isso, na dúvida, sempre procure uma opinião especializada. 

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