Informações gerais sobre alergias. Este site não tem o objetivo de prestar consultas pela internet. Para tirar dúvidas, procure também www.asbairj.org.br e www.blogdaalergia.com

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Curso de pós-graduação em Alergia e Imunologia – UERJ

Continuam abertas até dia 17 de fevereiro de 2012 as inscrições para o Curso de Aperfeiçoamento (PG lato sensu) em Alergia e Imunologia Clínica da UERJ. Início do Curso em 05 de março de 2012. Vagas = 4.
Informações nos tel.: 21-2868 8341 e 8345 (Cristina ou Roberta).

Deputados analisam obrigatoriedade de advertência sobre efeitos dos corantes artificiais nos rótulos dos produtos

As indústrias de alimentos, remédios e cosméticos podem ser obrigadas a imprimir no rótulo das embalagens advertência sobre efeitos colaterais de corantes artificiais presentes nos produtos.

Um projeto de lei (PL 2539/11) do deputado Penna, do PV de São Paulo, obriga o aviso do uso de corantes, principalmente o amarelo, em frase de destaque na embalagem, com o alerta de proibição de consumo por crianças e pessoas alérgicas ou sensíveis às substâncias.

A Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, ASBAI, sociedade civil que congrega os especialistas brasileiros em alergia e imunopatologia vem lutando pela aprovação dessa proposta.

Leia toda a matéria ou ouça acessando o link abaixo (radio camara):

http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/?lnk=1330-PROJETO-OBRIGA-INDUSTRIA-A-IMPRIMIR-NO-ROTULO-DOS-PRODUTOS-ADVERTENCIA-SOBRE-EFEITOS-DOS-CORANTES-ARTIFICIAIS-0337&selecao=MAT&materia=132669&programa=41

Quanto vale a consulta médica ?

Resposta do CREMERJ à Secretaria de Direito Econômico

Há uma eterna luta entre as entidades que defendem os interesses profissionais dos médicos (CFM, CRMs, AMB e FENAM) e as empresas operadoras de planos de saúde (intermediárias entre o paciente e o médico, um problema criado pela inflação das decadas de 80 e 90). Elas pagam entre R$ 40,00 e 80,00 (uma única empresa, a AMS-Petrobrás paga esse maior valor) por uma consulta médica. Não sou cirurgião, mas sei que há procedimentos cirurgicos que duram horas, ocupam uma manhã ou tarde inteira, incluem a avaliação pos-operatória (com ou sem complicações) e ainda trazem risco de problemas futuros para o médico e que são remunerados por essas empresas com algo como R$ 150,00 ou 200,00. Além disso, os pacientes frequentemente precisam contactar o médico fora de seu horário de consultas, via celular, em momentos variados (oportunos ou não), e o médico atende, usa seu conhecimento para orientar ou tirar dúvidas, e esse trabalho é totalmente gratuito.
Gostaria de lançar o assunto à todos: p.ex., um médico que após 6 anos de faculdade, mais de 25 anos de medicina, 2 anos de residencia medica, mais um ou 2 de especialização, 3 ou 4 anos de mestrado, 1 ano de MBA, além de coordenar um curso de especialização ensinando a outros médicos mais novos e que atende pacientes em, no mínimo, 30 minutos (muitas vezes a consulta se estende por 40, 60 min ou até mais se o caso for complicado). Dá pra trabalhar com os planos, recebendo esses honorários ? Quando iniciante, há mais de 20 anos atrás, era possível e necessário para esse médico, mas e agora ? Está lançado o assunto para discussão. Agradeço opiniões sérias e sensatas que enriqueçam o debate.

Cuidados para evitar doenças nas enchentes

Levando em consideração estes lamentáveis acontecimentos na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, onde, mais uma vez, centenas de vidas se perderam e milhares de pessoas estiveram expostas a situação de risco de doenças relacionadas as enchentes, como hepatites, leptospirose e diarréias infecciosas, incluindo a cólera, são importantes medidas de prevenção:

  • Só beba água mineral de recipientes fechados ou de procedência segura assim como não utilize alimentos que foram banhados pelas águas das enchentes;
  • Objetos que tiveram contato com águas de enchentes devem ser
    desinfetados com água sanitária (4 xícaras de café de água sanitária diluídos em 20 litros de água filtrada) para evitar a transmissão de agentes infecciosos;
  • Fraqueza, dor no corpo, dor de cabeça e febre são sintomas iniciais de doenças infecto-contagiosas e podem ser confundidos com gripe ou dengue. A avaliação médica é fundamental para o diagnóstico adequado e classificação de gravidade do quadro;
  • Febre alta, calafrios, mal-estar, dor na panturrilha, dores abdominais, cor
    amarelada na pele (icterícia), vômitos e diarréia podem ocorrer na
    leptospirose. O tratamento deve ser iniciado precocemente (até o quarto dia do início da doença), e por isso a avaliação médica deve ser feita logo no início dos sintomas. Ácido acetilsalicílico (AAS, aspirina, etc.) e antiinflamatórios estão contra-indicados por aumentarem os riscos de sangramentos. Evite a auto-medicação.
  • Em todos os adultos não vacinados, ou que não saibam se estão com a vacina antitetânica em dia, o esquema completo de vacinação (vacina dupla tipo adulto) deve ser feito com três doses.
  • As feridas abertas nestes ambientes podem estar contaminadas, sendo necessária uso de antibióticos de acordo com prescrição médica.

    Adaptado a partir do portal da Diretoria Geral de Saúde do CBMERJ

ALERGIA ALIMENTAR

Alergia alimentar é um dos assuntos mais complexos e pouco compreendidos em alergia clínica.
Alguns tópicos importantes merecem ser comentados:
– qualquer um, em qualquer idade, pode apresentar reações a alimentos;
– as reações aos alimentos podem ser verdadeiramente alérgicas ou não;
– dentre as não alérgicas, que são as mais comuns, existem as reações tóxicas, devido a presença de substancias ou contaminantes no alimento (p.ex. diarreia após alimentação com alimentos com toxinas bacterianas devido a má conservação) e existem reações de intolerância individual, quando a pessoa tem alguma dificuldade de digestão do alimento (p.ex. a intolerancia a lactose – o açucar do leite, que causa diarreia quando a pessoa não possue enzimas adequadas para a digestão desse açucar no intestino – o acumulo dele dentro do intestino acaba "puxando" agua dos vasos sanguineos para dentro do intestino, levando a diarreia);
– dentre as reações alérgicas verdadeiras, elas podem acontecer desde a infância, como é o mais comum com a alergia as proteínas do leite de vaca e da clara do ovo, que geralmente iniciam nos 1os anos de vida e podem ou não perdurar até a adolescência e idade adulta, ou podem surgir em qualquer idade, como as reações a crustáceos (camarão, carangueijo, lagosta, siri) que geralmente começam na adolescencia ou idade adulta;
– as reações alérgicas alimentares podem se manifestar de diversas formas, como diarréia com presença de sangue em bebes alérgicos ao leite de vaca, ou como dor abdominal, vômitos e diarréia em bebes e crianças maiores, também alérgicas a proteínas alimentares do leite, do ovo ou de outros alimentos, também como dor ao deglutir, pirose (azia) e sensação de parada do alimento no peito (impactação alimentar) em crianças e adultos com inflamação alérgica do esofago (esofagite alérgica), e também através de alterações fora do trato gastro-intestinal, como urticária (placas vermelhas que coçam muito), angioedema (inchação abrupta nas pálpebras, lábios e outro locais) e até mesmo sintomas oculares (vermelhidão e coceira recorrentes nos olhos), sintomas respiratórios como crises iguais a asma (chiado, tosse e falta de ar) ou obstrução aguda da laringe (o vulgo edema de glote) e até mesmo alterações sistêmicas como queda da pressão arterial e choque (a anafilaxia);
intolerancia a lactose, como já foi dito, não é uma alergia alimentar, e sim uma dificuldade enzimática do intestino de quebrar o açucar do leite para absorvê-lo. Pode ocorrer nos bebes pequenos, por imaturidade do intestino, e também pode ocorrer transitoriamente após infecções intestinais, que causam lesão do revestimento interno do intestino. Nesse caso a intolerância passa quando o revestimento do intestino volta ao normal;
– na alergia alimentar verdadeira, o sistema imunologico monta uma resposta exagerada e anormal contra proteínas dos alimentos, e sempre que o alimento é ingerido, a resposta imune acontece levando aos sintomas. Por isso é muito importante a exclusão total do alimento e de seus derivados da dieta do alérgico;
– quando o bebê que ainda mama no peito tem alergia ao leite de vaca, frequentemente é necessário que a mãe nutriz também exclua totalmente o leite e seus derivados da sua dieta, pois ela pode estar alimentando o bebê com proteínas do leite de vaca que ela bebe e que chegam ao seu leite materno;
– em nosso meio, os alimentos envolvidos com maior frequência na alergia verdadeira são o leite de vaca e a clara de ovo nas crianças pequenas, e, além desses, o amendoim/nozes/castanhas e crustáceos nas crianças maiores e adultos.  Em menor frequência a soja, peixes, outros grãos (p.ex. gergelim) e vegetais e frutas, como banana, abacate, kiwi, dentre outros, podem causar alergia também;
– a gliadina, uma proteína do glúten presente no trigo, pode causar um tipo de reação imunológica diferente em algumas pessoas, que leva a diarréia crônica, perda de peso ou dificuldade de ganhar peso nas crianças, além de lesões na pele. Essa é a chamada doença celíaca, que também é um tipo de alergia alimentar. Do mesmo jeito, essas pessoas não podem ingerir nada que contenha o glúten do trigo.
não existem vacinas para alergia alimentar. A exclusão do alimento da dieta é a única forma de prevenir a ocorrência dos sintomas;
a dieta de exclusão é para sempre ? Depende de cada caso. A maioria das crianças alérgicas ao leite de vaca conseguirá tolerar sua ingestão após alguns anos, mas não há como prever isso, e por isso todos devem fazer uma dieta adequada, sob supervisão médica e muitas vezes nutricional após o diagnóstico. Dependendo dos exames de sangue e/ou testes cutâneo-alérgicos e da gravidade das reações anteriores, o especialista em alergia poderá, ou não, tentar reintroduzir cuidadosamente o alimento sob supervisão estreita, após um período de alguns anos. Muitas vezes o sistema imunológico perde a "memória" daquela alergia e deixa de reagir ao alimento. Mas isso só é possível se a dieta for bem feita, para que o sistema imune não fique de vez em quando "sendo lembrado" do alimento que é ingerido.
– procure um médico alergista e tire suas dúvidas. Sempre há muitas opções de substituição do alimento envolvido sem comprometer a nutrição e a qualidade de vida do paciente alérgico.
NUNCA TENTE REINTRODUZIR UM ALIMENTO NA DIETA POR CONTA PRÓPRIA, AS CONSEQUÊNCIAS PODEM SER TERRÍVEIS !

Bom apetite.

Alergia respiratória, roncos, apnéia do sono e polissonografia em Crianças

Em alergia respiratória não é raro encontrar pacientes com obstrução nasal e roncos noturnos. Muitas vezes o sintoma "ronco" é secundário apenas a obstrução da respiração nasal devido ao processo inflamatório da via aérea superior, frequentemente associado ao aumento das adenóides (tecido linfóide que fica na parte posterior da nasofaringe – o fundo do nariz).
Entretanto, esses pacientes podem apresentar a síndrome da apnéia do sono associada a alergia respiratória. Nesses casos, e principalmente em crianças, frequentemente é necessária a correção cirúrgica dos problemas, além do tratamento da doença alérgica.
Para a avaliação adequada da síndrome de apnéia obstrutiva do sono, associada ou não a alergia respiratória, é necessário realizar um exame chamado polissonografia, onde o paciente passa a noite sob vigilancia e medindo os parâmetros da respiração. Nem todos os laboratórios fazem esse tipo de exame, e no caso das crianças, poucos são especializados para isso.
Recentemente a Dra. Ana Cristina Favoretto, especialista em Neuropediatria, montou um laboratório especializado na avaliação da apnéia do sono em crianças, e que está devidamente preparado para a realização da polissonografia na faixa pediátrica. O telefone é 25217046 e o e-mail 
neurodiagnose@neurodiagnose.com.br .

INFLUENZA A – O QUE VOCÊ PRECISA SABER

A Influenza A é uma doença respiratória causada pelo vírus tipo A que sofreu mutações (H1N1) que permitiram a infecção em humanos, anteriormente não identificada. Este novo subtipo do vírus da Influenza suína tipo A é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio de tosse, espirros, e secreções respiratórias de pessoas infectadas. O período de incubação é de 3 a 7 dias, e a transmissão ocorre principalmente em locais fechados. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) não há registro de transmissão deste novo subtipo da Influenza suína para pessoas por meio da ingestão de carne de porco e produtos derivados. 

            Nos últimos dias foi detectada a circulação do novo subtipo do vírus da Influenza A (H1N1) no Brasil, incluindo o Rio de Janeiro. Com a confirmação da transmissão do vírus na cidade do Rio de Janeiro e a proximidade do inverno, aumenta o risco de sua propagação.

A OMS atualizou os critérios de definição de caso suspeito da doença, que são: febre repentina (maior que 38 graus)  e  tosse, podendo estar acompanhadas de alguns dos seguintes sintomas: Dor de cabeça, Dores musculares, Dores nas articulações, Dificuldade respiratória, além de o paciente ter como procedência o México ou outras áreas atingidas pelo vírus nos últimos dez dias (Estados Unidos, Canadá, Colômbia e alguns países da Europa e Ásia). O contato com casos confirmados da doença no Brasil também deve ser levado em conta, visto que já ocorreu a transmissão da infecção em território brasileiro.

Recomendações, com base nas informações oficiais da OMS e dos Governos  das  áreas  afetadas:

·         Usar máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nas  áreas afetadas e substituí-las sempre que necessário;

·         Ao tossir ou espirrar cobrir o nariz e a boca com lenço, preferencialmente descartável;

·         Evitar locais com aglomeração de pessoas;

·         Evitar o contato direto com pessoas doentes;

·         Não compartilhar alimentos, copos, toalhas, e objetos de uso pessoal;

·         Evitar tocar olhos, nariz, ou boca;

·         Lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois  de  tossir ou espirrar;

·         Não usar medicamentos sem orientação médica;

·         Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história  de contato com doentes e roteiros de viagens recentes a esses países.

        No Estado do Rio de Janeiro as referências para atendimentos de pessoas  infectadas  são:  HOSPITAL DO FUNDÃO-HUCFF  tel: 2299 8249  e  INSTITUTO  EVANDRO  CHAGAS – FIOCRUZ (Manguinhos) –  tel:9967 1880   e  3865 9544. . Mais informações em http://www.riocontragripea.rj.gov.br/conteudo/index.asp 

 

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